O Grupo de Estudo de Vedanta (Gita Vichara) no Espaço Clara Luz, sob a orientação da professora Gloria Arieira, do Vidya Mandir – Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito (RJ), e coordenação de Lídice Pinheiro, com apoio de Cristiano Bezerra, está iniciando o estudo da Bhagavad Gita (um texto, com mais de 5.000 anos, onde Krishna ensina a Arjuna o conhecimento do Yoga, em um diálogo rico de reflexões sobre a condição humana e como tornar a mente estável para ver com clareza a realidade superior), através da audição das aulas gravadas nos Cursos Regulares do Vidya Mandir. Esses encontros são abertos ao público e realizados todos as sextas-feiras, das 19h às 20h30 (incluindo estudo e meditação), no Salão Ganesha do Espaço Clara Luz [Rua Coronel Linhares, 452, Meireles (entre as ruas Pereira Valente e República do Líbano, entre a Faculdade Christus e o Hospital Monte Klinikum), fones (85) 3224.9832 / 9131.8981]. A entrada é franca e todos podem participar a partir de qualquer momento.
» por João Tadeu de Andrade Conta a tradição que a iluminação de Siddhartha Gautama se deu sob a sombra de uma árvore, conhecida como Bodhi. Em visita à Índia, encontrei um lugar de veneração a essa árvore. Não se trata da mesma, mas sim de uma distante descendente, uma vez que essa planta vive em média 300 anos. Circulada por uma mureta de proteção, e ilustrada com imagens de Buddha com os tantos nomes dados a ele em sua peregrinação no extremo norte indiano, a árvore Bodhi traz uma enigmática e delicada característica: suas folhas apresentam a nítida forma de um coração.
A Bhagavad Gita é uma obra de incomensurável valor, amplamente admirada por sua vasta e profunda complexidade. Os grandes temas estão aí retratados e as angústias e sofrimentos humanos se mostram por inteiro. Mas há também um outro fator extraordinariamente essencial: a saída para essas angústias e dores também é aí mostrada, pois a Gita é certeira ao declarar que para o inevitável sofrimento há uma solução.
A melodia do coração
Krishna é o Grande Senhor do Yoga que tem em Arjuna seu dileto discípulo. Ao tocar sua flauta melodiosa, Krishna produz uma música que arrebata os corações de todos que a ouvem. Sua melodia é a melodia do coração. E é essa também a melodia da imensa Bhagavad Gita – a Canção do Divino Mestre, onde Krishna instrui pela linguagem do coração.
Antes da batalha de Kurukshetra começar, Arjuna pede a Krishna para levar sua carruagem até o espaço aberto entre os dois exércitos, para que possa ver os homens com quem vai lutar. Quando Krishna chega lá, Arjuna reconhece muitos de seus parentes e velhos amigos entre as fileiras do inimigo. Fica horrorizado pela revelação de que está para matar aqueles a quem ama mais do que a si mesmo. Em seu desespero, exclama: “Não lutarei!”.
»por Roviralta Borrel (1856-1926) A epopéia Mahabharata, de que faz parte a Bhagavad Gita, foi compilada na forma atual entre os séculos V e I a.C., e se reporta à grande Índia de outrora, unificada política e culturalmente, estendendo-se do Himalaia ao cabo Camorim.
Os Kurus (ou Kauravas) formavam um importante kula (clã) dessa época. Quando seu Rei Dhrtarastra, o Rei cego, envelheceu, decidiu ceder o trono, não a seu filho Duryodhana, mas ao primogênito de seu irmão Pandu (ou Pandava), Yudhisthira, pois Duryodhana, dado ao mal, não era digno de governar. Mas Duryodhana apoderou-se do trono através de intrigas e traições e tratou de tentar liquidar Yudhisthira e seus quatro irmãos.
livro Bhagavadgita, capítulos 1 a 6, tradução do sânscrito e comentários de Gloria Arieira
R$ 50,00
“A Bhagavadgita tem sido ensinada através de uma tradição oral ininterrupta de mestre para discípulo há mais de 5000 anos. Ela faz parte do fantástico épico indiano chamado Mahabharata e, apesar de sua antiguidade, continua tão atual e relevante como quando foi pela primeira vez ensinada, pelo mestre Sri Krishna ao discípulo Arjuna, no campo de batalha de Kurukshetra. A Bhagavadgita fala sobre o conhecimento da verdade última do Eu, ou seja, a natureza essencial do ser humano, abordando temas essenciais como o dharma, a conduta apropriada, e moksha, a liberação. Por sua mensagem universal e atemporal, ela tornou-se uma obra apreciada, não só na Índia, sua terra natal, como também em todo o mundo comtemporâneo. Esta rara tradução, direta do sânscrito para o português, é uma contribuição valiosa de sua autora, a renomada professora Gloria Arieira, para todos os leitores da língua portuguesa.” (Paula Haas Ornelas)
Vimos dar início a um estudo comparativo de alguns pranayamas em textos clássicos do Hatha Yoga, o Hatha Yoga Pradipika, o Gheranda Samhita e o Śiva Samhita, com o que se pretende dar a conhecer parte daqueles textos, bem como familiarizar o praticante com a linguagem dos shastras.
O nadi shodhana pranayama é vulgarmente conhecido como a respiração alternada. A sequência base desse pranayama é feita da seguinte forma:
a) colocar as mãos em jñana mudra, visnu mudra, nasagra mudra ou outro; b) obstruir a narina direita ou preferencialmente logo acima da narina, bloqueando a passagem do ar;