Grupo de Estudo de Vedanta no Flor de Lótus Yoga & Ayurveda
O Grupo de Estudo de Vedanta (Gita Vichara) no Flor de Lótus Yoga & Ayurveda, sob a orientação da professora Gloria Arieira, do Vidya Mandir – Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito (RJ), e coordenação de Cacilda Patrício, com apoio de Cristiano Bezerra, está realizando o estudo da Bhagavad Gita (um texto, com mais de 5.000 anos, onde Krishna ensina a Arjuna o conhecimento do Yoga, em um diálogo rico de reflexões sobre a condição humana e como tornar a mente estável para ver com clareza a realidade superior), através da audição das aulas gravadas nos Cursos Regulares do Vidya Mandir. Esses encontros são abertos ao público e realizados todos as quintas-feiras, das 18h20 às 19h50 (incluindo estudo e meditação), na sala Sarasvati do Flor de Lótus Yoga & Ayurveda [Rua Carlos Vasconcelos, 919, Meireles (entre as ruas Costa Barros e Pereira Filgueiras, logo após o Dom Pastel da Costa Barros e por trás do prédio da Receita Federal), fones (85) 3268.1031 / 8807.1508]. A entrada é franca e todos podem participar a partir de qualquer momento.
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“A Bhagavad Gita é um poema épico de 700 versos em 18 capítulos composto no terceiro milênio a.C. e transcrito no século II d.C., estando inserido no Mahabharata (texto com cerca de 100.000 estrofes com 200.000 versos, principalmente de dezesseis sílabas, o que o faz sete vezes maior do que a Ilíada e a Odisséia juntas, constituindo-se, assim, o maior e mais antigo épico da Humanidade), em forma de um diálogo entre Krishna e Arjuna. Arjuna é o Hamlet indiano, jovem príncipe guerreiro que se recusa a entrar em combate contra pessoas do seu próprio sangue. Vishnu-Krishna ensina-lhe-á a viver de acordo com a lei universal (Dharma), transmitindo-lhe os fundamentos filosóficos de três sistemas de Yoga: Karma Yoga, Jnana Yoga e Bhakti Yoga.

A lição é simples: “continuar a permanecer no mundo e participar da História, mas evitando cuidadosamente atribuir a ela um valor absoluto. Mais que um convite a renunciar a participar da História, é o perigo da idolatria dela que nos é revelado pela mensagem da Bhagavad Gita. (…) A ‘má ação’, como dizem os hindus, não é viver no tempo, mas acreditar que não existe nada mais fora dele. É-se devorado pelo tempo, pela História, não porque se vive no tempo, mas porque se crê na realidade do tempo e, por esse motivo, esquecemo-nos ou desprezamos a eternidade.” 1 A Bhagavad Gita impressionou vivamente o pensamento do Ocidente, por causa da sua abordagem da questão do sagrado na vida comum.”
(Extraído do Dicionário de Yoga, de Pedro Kupfer, p. 40 e 41)
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Ganapati Upanishad »
- Mircéa Éliade, Mitos, sonhos e mistérios, p. 51. [↩]

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