Entrevista com a aluna Márcia Sucupira Viana
Entrevista com Márcia Sucupira Viana, 31 anos, advogada:
DN Viva – 1. O que a levou a procurar aulas de Yoga dessa modalidade? Algum problema de saúde ou tinha em vista desenvolvimento espiritual?
Márcia – Eu já dancei e frequentei academias de ginástica. Mas, com o passar do tempo, percebi que o ritmo frenético das academias me causava mais stress do que benefícios, e piorava a minha ansiedade. Então, decidi encontrar um exercício que me permitisse trabalhar o corpo sem cobranças, comparações, modelos de perfeição e onde cada um fizesse o seu melhor, encontrando seu próprio ritmo, administrando e respeitando seus limites. Isso representa o Yoga pra mim.
DN Viva – 2. Há quanto tempo você pratica Yoga? Houve alguma interrupção na prática durante esse tempo?
Márcia – Eu sou iniciante, mas me sinto surpresa com os resultados que venho obtendo. Pratico há quatro meses e
só parei agora, há poucos dias, por causa de uma pequena cirurgia.
DN Viva – 3. Quais os progressos alcançados com a prática de Yoga – físicos, emocionais, mentais e espirituais?
Márcia – Fisicamente, eu sinto minha coluna firme e bem colocada. Não sinto mais dores como sentia antes. Sinto meus ombros e meu tórax projetados para frente, como se eu tivesse crescido. Meus braços e pernas estão aos poucos definindo a musculatura e eu acho bonito ver meu corpo alinhado sem precisar de máquinas ou pesos.
Emocionalmente, o Yoga me ensina a dominar a ansiedade e parar para respirar. Nós estamos vivos porque respiramos, mas ninguem presta a mínima atenção nisso. A respiração define seu modo de agir de falar e de reagir.
Espiritualmente, o Yoga me proporciona um relaxamento profundo, que me possibilita entrar em estado de prece e em contato com Deus de forma simples e sem rodeios.
DN Viva – 4. Em termos de saúde, que benefícios vem obtendo com o Yoga?
Márcia – Eu melhorei minha postura, minha coluna e até minha pele ficou mais bonita.
DN Viva – 5. Que sugestões você daria para quem deseja se iniciar no Yoga?
Márcia – Perseverança, respeito pela prática do outro e respeito aos seus próprios limites.
(Entrevista concedida í jornalista Rose Mary Bezerra, do caderno Viva do jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, CE, em dezembro de 2002.)
















